Avançar para o conteúdo principal

Palavras soltas (29/09/2014 - Espirro/Sneeze)






As palavras soltas de hoje estão constipadas. Estão constipadas porque as palavras não lhes saem normalmente mas sim espirradas. E sempre que quero falar sai sempre algo do género: A-Sim! Ou: A-a-a-Não! E é muito complicado ter uma conversa assim. Por vezes, costumo falar em monólogo. É mais simples e mais fácil. E, assim, já não parece que estou a gaguejar. A-a-a- Não! Desculpem esta minha forma de falar mas hoje acho que melhor não consigo ficar pois a crise de espirros continua a aumentar à medida que o tempo está a passar.  Pode ser que amanhã já esteja melhor e já consiga escrever algo menos A-a-a-a-a- ... Fugiu-me este! Fiquei sem saber que palavra usar. Mas sinto que um novo espirro está prestes a voltar. Olhem-me estes que agora na minha vida querem mandar! Estou a ficar chateada e mesmo muito arreliada. E pode ser que amanhã eu consiga escrever algo menos A-a-a-a-a-a-agressivo! Não era bem esta que eu queria que saísse mas o espirro nunca sai como nós queremos. Algumas vezes mal se ouvem. Outras vezes ouvem-se a 1 km ou mais de distância. E A-a-a-a-a-a-a-a-... Mas que raios! Já é o segundo espirro que me foge. Não pode ser! Isto não pode continuar assim! E A-a-amanhã será um novo dia! Um novo dia sem espirros literários. E, talvez assim, eu consiga escrever sobre aquilo que eu, realmente, quero escrever. Bem, mas isto já são outras palavras soltas. Ana Reis






Today my words feel sick. They feel sick because I can't speak my words normally but sneezing And whenever I want to talk it always sound like: A-Yes! Or: A-No! And it's complicated to have a conversation like that. Sometimes, I speak in monologue. It is simpler and easier. And so, it no longer seems that I am stuttering. A-a-a-No, it doesn't! Sorry this is my way of speaking but today I think that I can't get better so my sneezing continues to increase as the time is passing. Tomorrow I might already be better and so I can write something less A-a-a-a-a- ... Oh I have lost it! I didn't know which word to use. But I feel like a new sneeze is about to come. Damn it! They want to control my life! I'm getting really upset and teased. And maybe tomorrow I can write something less-aggressive A-a-a-a-a-a-agressive! This wasn't what I wanted to say but the sneeze never comes out as we want. Sometimes it's barely audible. Other times we can hear it 1 km or more away. And a-a-a-a-a-a-a-a -... Damn it! It is the second sneeze that escapes me. It can't be real! This can't continue happening! And A-a-tomorrow is a new day! A new day without any literary sneezing. And maybe then, I can write about what I really want to write. Well, but this is already another kind of words. Ana Reis

Comentários

Mensagens populares deste blogue

A Velha que vivia num sapato (Versão portuguesa (portuguese version))

Era uma vez... (ou podiam ser duas ou três) Uma velha que vivia dentro de um sapato. Mas não era um sapato qualquer! Era uma bota com alguns remendos a descoser. A morada dela era como que encantada e bela. Nas cartas que costumava escrever podia ler-se: Rua Sapato-bota, número quarenta e meio, Uma velha ao vosso serviço sem medo do alheio. Quando a primavera se lembrava de aparecer todos paravam para ver O jardim maravilhoso que aquela bota tinha. Tinha árvores e flores sem fim, E cheiros maravilhosos que se espalhavam por todo o jardim! O portão era pequeno e engraçado e estava um pouco enferrujado. O seu ferro foi envelhecendo com o passar do tempo. E sempre que o abriam era possível saber Quem lá entrava pelo barulho que ele costumava fazer. E o seu telhado era um pouco inclinado. As suas paredes já estavam um pouco gastas do tempo. E a porta estava sempre aberta para quem quisesse lá entrar. E muitos eram os que queriam a velha visitar! No seu...

Palavras Soltas (01/04/2014 Dinâmica de grupo: O Abrigo Subterrâneo)

As palavras soltas de hoje vão falar de memórias. Hoje estive a arrumar o meu sótão, em todos os sentidos, e consegui encontrar as coisas mais maravilhosas por lá perdidas e, algumas, esquecidas. Vou tentar partilhar convosco algumas delas ao longo do tempo, pelo menos as mais relevantes e, de certa forma, engraçadas. A memória de hoje vai para o meu último ano de Licenciatura. Tinha uma disciplina com o nome Dinâmica de Grupos que era bastante interessante por interagíamos muito uns com os outros e tentávamos funcionar como um grupo. Acho que foi um bom trabalho para aprendermos a trabalhar em equipa. Se bem que na prática as coisas não são tal e qual a teoria. Um dos desafios que nos foram lançados ao longo do semestre foi a dinâmica: O Abrigo Subterrâneo. E vou lançar-vos o desafio também. "Imaginem que uma cidade no mundo está sob ameaça de ser bombardeada. Aproxima-se um homem de nós e solicita-nos que tomemos uma decisão imediata. Existe um abrigo subterrâneo que só pode...

Palavras soltas (The day I gave you my heart/O dia em que eu te dei o meu coração)

https://www.youtube.com/watch?v=jr4Ck4_cJe0 As palavras soltas de hoje falam sobre corações. Ofereci-te o meu coração. Lembro-me perfeitamente desse dia. Trazia-o nas mãos escondido nas minhas costas. O sol iluminava o teu sorriso, o teu olhar e o teu cabelo. Corri até ti com o coração nas mãos e aos pulos. Sentia-me tão feliz. De correr passei a voar e aterrei nos teus braços. Aterrei no teu forte e seguro abraço. Não trazia palavras comigo, muito menos sonhos. Mas não foi preciso. Sorriste e eu sorri. E deste-me o teu mais bonito olhar. ... Até corei! Não me disseste nada. Não foi preciso. Ficamos os dois a olhar o mar fechados naquele nosso abraço. E aquele foi o pôr-do-sol mais longo que eu alguma vez presenciei. O tempo parou. As pessoas passavam mas era como se nenhuma delas ali estivesse. E foi assim que eu te entreguei o meu coração. Não houve fogo de artifício. Não houve champanhe. Não houve festa de arromba nem música. Não houve anel de noivado. Não houve pedido de j...