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Palavras soltas (12/06/2014 - Palavras/Words)

https://www.youtube.com/watch?v=CHV6BjuQOZQ&index=2&list=UUmKurapML4BF9Bjtj4RbvXw Hoje as palavras soltas estão rebeldes. Rebeldes porque, ao contrário das outras vezes, vão escrever mais do que uma vez. Talvez rebeldes não seja a palavra mais correta. Talvez devesse dizer que as palavras soltas estão inspiradas! Quando estava na minha sessão de Kum Nye ouvi alguém dizer "- E ela começou logo a mandar vir comigo!" Dito e feito! O meu cérebro desligou-se do meu momento Zen e ligou a sua atividade cerebral no máximo. Mas que raio significa "mandar vir"? Na minha língua "mandar vir" é aquilo que nós fazemos quando nos apetece pedir uma pizza pra o jantar. "Manda vir uma pizza." Fiquei mesmo confusa e o meu cérebro começou a disparar faíscas por todo o lado! Fujam! Medo! O que há em mim é, essencialmente, cansaço. Poderia estar a inventar isto e aquilo. Poderia dizer que tenho tudo e nada. No entanto, o que eu tenho mesmo é cansaç...

Palavras soltas (12/06/2014 Borboletas/ Butterflies)

  https://www.youtube.com/watch?v=QUQsqBqxoR4 As palavras soltas de hoje estão voltadas para a zoologia. Quem não adora a chegada da primavera e de toda a bagagem que ela, obrigatoriamente, traz consigo? As flores que começam a brotar, as árvores com novos rebentos, as andorinhas que regressam da sua longa ausência, as alergias, as temperaturas amenas (senão o são, pelo menos, deveriam sê-lo), o sol, por vezes, a chuva, as borboletas, ... A primavera presenteia-nos com uma vasta variedade de surpresas maravilhosas. Chamo-lhes surpresas porque são inesperadas e, nem sempre, como estaríamos a contar. Tem dias em que me sinto uma borboleta. Dito desta forma até parece algo muito bonito. Elas nascem, rompendo a pupa. Vivem apenas algumas semanas, durante as quais reproduzem-se e garantem o início de um novo ciclo novamente. Resumidamente, a vida de uma borboleta é isto. E, por vezes, eu sinto-me uma borboleta. Ontem passou uma borboleta diante dos meus olhos. ...

Palavras soltas (07/06/2014 - Eus/Me's)

https://www.youtube.com/watch?v=49tpIMDy9BE As palavras soltas de hoje estão desiludidas. Desiludidas porque as pessoas conseguem ser muito más e falsas. E é nestes momentos em que me desiludo aos poucos que começo a pensar. E penso. Quanto mais conheço as pessoas e me conheço mais sinto que não existo. Estou entre o que mais quero ser e o que os outros, após pontapés e empurrões, me fizeram ser. Ou melhor, sou 1/4 disso tudo. Porque a vida também tem a sua quota parte de influência. Sou isso... Sou esse pedaço de tempo/espaço nos tempos que correm. De cada vez que eu olho para mim não consigo entender... Não consigo entender-me. Muitas vezes sinto o que não sei se estou mesmo a sentir. E, por isso, perco-me. Perco-me mais do que uma vez por dia nos meus sentimentos não sentidos ou sentidos em demasia. O ar que respiro faz parte de mim, do meu ser. Será que os meus olhos me conseguem ver tal e qual como eu verdadeiramente sou? Será que eu sou mesmo aquilo que eu penso ser? Ou se...

Palavras soltas (04/06/2014 - Metafísica/ Metaphysics)

https://www.youtube.com/watch?v=zrK5u5W8afc As palavras soltas de hoje estão mais filosóficas. A filosofia faz parte da vida. A filosofia faz parte da nossa vida. Da vida de cada pessoa, de cada animal, de cada coisa, ... Faz parte de todo o universo. A metafísica está presente em cada silêncio, em cada ausência de barulho, em cada momento de introspeção. A metafísica irrompe os meus pensamentos em diversos momentos do meu dia-a-dia. E, o mais engraçado, é que quase nem dou por isso. Questiono tudo e todos. Questiono o que vejo e o que não vejo e, também, aquilo que me dizem para ver. O que penso eu sobre a vida? Sei lá o que penso sobre a vida. Hoje não penso. Quem sou eu? De onde vimos ou para onde vamos? Como foi criado o mundo? Nada sei sobre estes assuntos. Sei o que me disseram ou o que me contaram ou ensinaram. Sei apenas isso. E eu já nem sei dizer-vos se foram histórias, contos ou ensinamentos o que me falaram sobre este tema. Para mim, se quero pensar nisso, basta-me f...

A Velha que vivia num sapato (Versão portuguesa (portuguese version))

Era uma vez... (ou podiam ser duas ou três) Uma velha que vivia dentro de um sapato. Mas não era um sapato qualquer! Era uma bota com alguns remendos a descoser. A morada dela era como que encantada e bela. Nas cartas que costumava escrever podia ler-se: Rua Sapato-bota, número quarenta e meio, Uma velha ao vosso serviço sem medo do alheio. Quando a primavera se lembrava de aparecer todos paravam para ver O jardim maravilhoso que aquela bota tinha. Tinha árvores e flores sem fim, E cheiros maravilhosos que se espalhavam por todo o jardim! O portão era pequeno e engraçado e estava um pouco enferrujado. O seu ferro foi envelhecendo com o passar do tempo. E sempre que o abriam era possível saber Quem lá entrava pelo barulho que ele costumava fazer. E o seu telhado era um pouco inclinado. As suas paredes já estavam um pouco gastas do tempo. E a porta estava sempre aberta para quem quisesse lá entrar. E muitos eram os que queriam a velha visitar! No seu...